Na academia de Hollywood, a maior celebração é o Oscar.
Melhor filme, roteiro, diretores, efeitos, enfim, tudo que faz uma produção ser inesquecível para o público. Além, é claro, dos atores. As grande estrelas.
Estes, concorrem em duas categorias: coadjuvantes e principais.
O ator coadjuvante é aquele que contribui para a história, destacando-se em um papel secundário, mas também importante.
Porém, nada comparado ao ator principal, o protagonista. Este é o astro da noite, o mais esperado, a maior expectativa.
Assim é no cinema, assim é no futebol.
No esporte mais alucinante do planeta, existem os que são coadjuvantes e os que são principais.
Os melhores jogadores coadjuvantes também defendem, desarmam, armam, marcam gols, são muito eficientes e importantes. Ganham até prêmios. Sem eles, os times não teriam a mesma eficácia e aproveitamento. Mas, sem eles, também é possível vencer. A eficácia não é comprometida, a busca da vitória consegue êxito.
Agora, sem os jogadores principais…
Toda equipe de futebol que alcança o topo, a glória, tem o seu protagonista. Aquele que decide títulos, que se consagra pela bola vencedora, que se eterniza por façanhas dos diferenciados dos gramados. É muito difícil ser o melhor, mas é necessário que ele exista, entre os 11 da batalha. O comandante, a inspiração, a figura da confiança.
Aqui o assunto é São Paulo, portanto, o foco é tricolor.
Nos seus 3 Mundiais, no tri da Libertadores, nos 6 Brasileiros, em todos os 21 Paulistas e completando os 41 títulos de relevância, o SPFC sempre teve os seus protagonistas.
De Friedenreich a Rogério Ceni.
Então chegamos em Ganso, o craque atual do Tricolor paulista.
Chegou em 2012, como promessa de grande meia que faltava no Morumbi, desde a última e definitiva saída de Raí. Outros foram campeões no período, mas foram coadjuvantes.
Faltava “o cara”, na condução do meio-campo.
Ganso sempre foi muito cobrado por seus técnicos e pela torcida do São Paulo, pela ausência desse protagonismo. Fez temporadas oscilantes, na pesada camisa 10 são-paulina.
Camisa de Pita, de Gerson, de Pedro Rocha, de Raí já citado.
O camisa 10 pra ser completo precisa ter fome de gol, junto da sede de armar. O futebol moderno ainda exige a participação coletiva no desarme.
Superando 200 jogos neste início de 2016, em pouquíssima vezes Ganso havia sido o principal jogador.
Abdicara, até então, do papel de líder, de referência. Que os outros decidissem e ele, no máximo, contribuiria.
Até Edgardo Bauza, el Patón, chegar ao Tricolor.
O técnico bi da América, desde o início, tratou Ganso diferente. Não seria mais o melhor ator coadjuvante. A “estatueta” pra se buscar seria mais valiosa, o ator principal.
Patón:
“O que lhe propus é Seleção Brasileira e isso vai depender única e exclusivamente dele. Exigência máxima para ele resolver situações que pode sozinho. Um desafio físico e pra cabeça”
Bauza falou em psicologia, em atitude, em ajuda coletiva e em auto-ajuda. “Vamos seguir trabalhando para que participe mais. Participando mais, vai ajudar”, cravou para o ainda oscilante Ganso, quando perdeu um clássico.
O discurso e o afinco do treinador começaram a surtir efeito. O ausência do poder de decisão pelos chutes e procura da redes adversárias, principal omissão de Ganso, reverteu.
Artilheiro, reconheceu: “estou mais próximo da área, chutando mais ao gol, antes, não chutava tanto”.
Se no cinema existe o grande diretor conduzindo astros para o Oscar, no futebol existe o grande treinador comandando craques para a glória.
O estrelato de Ganso começa a se tornar realidade.
“Quando se dispõe, não tem limites”, cravou Bauza.
A nação tricolor agradece e clama: chuta Ganso!
Saudações Tricolores
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