Existe vida após o casamento?

Muitas pessoas já ouviram essa frase um dia. Apesar de interessante e engraçada, o significado dela é muito profundo e sério. Analisando o dia a dia de muitos casais, pude chegar à conclusão que as pessoas fazem do casamento uma prisão ou um documento de posse do outro. As pessoas dizem que a rotina acaba com o casamento.

Mas se pensarmos melhor, outras coisas na vida também se tornam rotina e nem por isso terminam. O QUE ACONTECE ENTÃO? Acontece que antes do casamento, a prioridade do casal está em empenhar-se na conquista um do outro, criando situações agradáveis e de satisfação.

Numa relação afetiva, o fator SURPRESA, o CARINHO e a ATENÇÃO, são fundamentais e importantes para estimular a convivência e a relação. QUEM É QUE NÃO GOSTA DE CARINHO E ATENÇÃO? Ao contrário do que dizem, a convivência não estraga a relação a dois; o que realmente estraga a relação é o COMODISMO, ou seja, a falta de estímulo e a suposição que o outro já está conquistado ou que já nos pertence.

A posse é o grande inimigo da conquista. Quando pensamos que o outro está conquistado, a rotina ganha espaço na relação tornando-a sem graça, fazendo com que aconteça desta forma um afastamento natural e gradativo. Quando isso ocorre, ambos se tornam egoístas, angustiados, rejeitados e mal-amados.

Em uma relação de casamento, não pode haver espaço para egoísmo, desafeto, desatenção com o outro ou consigo mesmo; as coisas devem ser bem divididas, bem como tudo na vida. A cumplicidade, a amizade e o espirito do eterno namoro são essenciais para um casamento feliz. Lembre-se que numa relação a dois, não se pode dar lugar ao sentimento de posse, pois ninguém pertence a ninguém.

DICA: COMPORTEM-SE SEMPRE COMO NAMORADOS, ESTIMULANDO A RELAÇÃO, PASSEANDO COM O PARCEIRO, PRESENTEANDO-O E AMANDO-O SEMPRE COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ.

A CONQUISTA É A CHAVE DE QUALQUER RELAÇÃO AFETIVA E A RECEITA DE UM CASAMENTO FELIZ!

Sobre Elaine Marini 26 Artigos
Psicóloga graduada em Psicologia desde 1986, Especialista em Psicologia Clínica e Manejo Psicológico na cirurgia bariátrica; pós graduada em Psicologia Transpessoal, Psicologia Hospitalar e Gestão Escolar. Escritora com 4 livros editados na área de Psicologia. Atualmente Chefe do setor de Psicologia hospitalar no Hospital Cruz Azul em São Paulo.