Greve na Argentina provoca cancelamento de voos no Brasil

Empresas aéreas que operam no Brasil cancelaram todos os seus voos com origem ou destino a Buenos Aires nesta terça-feira (25) em decorrência da greve geral que ocorre na Argentina.

Em São Paulo, são 38 voos cancelados até o momento — 20 partidas e 18 chegadas, segundo a assessoria de imprensa do Aeroporto de Guarulhos.

A Latam, por meio de nota em seu site, informa que “em razão de uma paralisação nacional na Argentina anunciada para terça-feira, a operação de/parabem como os voos internos no país, foram cancelados”. Os passageiros que tenham adquirido bilhetes para esse dia podem reprogramar seus voos, segundo a companhia.

A Aerolíneas Argentinas também afirma que cancelou todos os voos desta terça-feira. Os passageiros poderão reprogramar as viagens ou devolver seus tickets.

O mesmo vale para todo os voos da GOL com origem ou destino ao país neste dia 25. “Os passageiros impactados por estes cancelamentos poderão procurar a companhia para remarcar suas viagens, sem a cobrança de taxas e de acordo com a disponibilidade. Ou ainda, solicitar reembolso ou crédito integral de suas passagens”, diz a nota da empresa.

A Azul acrescentou que os voos AD8762 (Belo Horizonte-Buenos Aires) AD8763 (Buenos Aires-Belo Horizonte), AD8754 (Porto Alegre-Rosário) e AD8755 (Rosário- Porto Alegre) desta terça-feira foram cancelados. A companhia disse ainda que está prestando toda a assistência necessária aos clientes, conforme prevê a resolução 400 da Anac.

Paralisação contra medidas econômicas

A paralisação foi convocada pelas principais centrais sindicais argentinas e afeta transportes públicos, aeroportos e bancos no país. O objetivo é protestar contra as medidas de ajuste econômico anunciadas pelo presidente Mauricio Macri, que discusará na 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Macri negociou uma linha de crédito de US$ 50 bilhões (aproximadamente 206,6 bilhões de reais) junto ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Desse total, US$ 15 bilhões já foram utilizados para conter a corrida cambial de maio. O resto seria liberado a cada três meses, sempre e quando a Argentina cumprisse as metas acordadas — e que agora estão sendo revistas.

Desde o início do ano, o peso argentino perdeu metade de seu valor; a inflação prevista para 2018 é de 42% e o país está em recessão.