São Paulo Companhia de Dança se apresenta na Pinacoteca como parte do programa Dança na Pina 2018

A Pinacoteca de São Paulo e a São Paulo Companhia de Dança (com direção de Inês Bogéa), ambas da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, apresentam, nos dias 20, 21 e 27 de outubro e 2, 3 e 4 de novembro, no Octógono da Pinacoteca as coreografias Mira, de Milton Coatti e Mamihlapinatapai, de Jomar Mesquita, que foram adaptadas para dialogar com o espaço. As apresentações acontecem sempre às 15h e a entrada é gratuita.

“Levar a dança para a Pinacoteca traz um novo movimento para este espaço, pois coloca o público em contato mais direto com os bailarinos, uma vez que o “palco” é também o espaço do plateia. Viveremos novas percepções e olhares para as duas obras escolhidas para este encontro.” (Inês Bogéa)

Durante o espetáculo Mira, dez pessoas dentre o público poderão ficar no espaço do palco com os bailarinos no momento em que estarão dançando, passando a integrar este grupo, provocando novas possibilidade do olhar. Ao término desta coreografia, o público também poderá vivenciar a plenitude da experiência imersiva através dos óculos VR, que estarão disponíveis no local (25 minutos com 5 grupos de até 5 pessoas).

Mamihlapinatapai, apresentada pela companhia desde 2012, completa a programação com a proposta do coreógrafo em desconstruir movimentos da dança de salão para sugerir a relação de desejo entre duas pessoas. Aqui também a obra será adaptada para o espaço, criando novas dinâmicas nesta dança.

As apresentações fazem parte do programa Dança na Pina, criado em 2017 com intuito de trazer outras linguagens artísticas para dialogar com a arquitetura do museu. Sua estreia contou com o espetáculo Deslocamentos, da bailarina e coreógrafa Marta Soares.

“Dança na Pina é um programa que parte da nossa missão de promover sempre uma nova experiência do público com a arte, estimulando a criatividade e a construção de conhecimento. A parceria com a São Paulo Companhia de Dança ativa os espaços do museu de maneira surpreendente e permite diálogos potentes com o acervo da instituição.” (Jochen Volz, diretor geral da Pinacoteca)

 

FICHA TÉCNICA

 

MIRA (2018)

Direção: Inês Bogéa e Luciano Cury

Produção Executiva: João Marcello Bôscoli

Trilha: Max Richter, Vivaldi – The Four Seasons Winter 3

Coreografia: Milton Coatti

Filmagem e edição: Panogramma

Criação de Figurinos: Raquel Davidowicz – UMA

Styling: Paula Iglecio

Duração: 4 minutos

Desenvolvida sob a ideia de visualização em 360o e realidade virtual (VR), a criação coreográfica de Milton Coatti para a SPCD procura traduzir em movimento as questões que assolam o ser humano. Conhecida pelos antigos como uma das mais brilhantes estrelas visíveis no hemisfério sul, Mira tem períodos de mudanças significativas na sua aparência. Inquietações, questionamentos e uma certa angústia movem os bailarinos a buscarem uma resposta a esses sentimentos e sensações. Nessa procura, miram a si mesmos e aos outros para reencontrarem a beleza, a luz e o amor aparentemente perdidos (ou temporariamente esquecidos), mas ainda com uma reserva de esperança e com a perspectiva de que, em algum momento, o encontro ideal, consigo e com o outro, irá se concretizar.

 

Elenco

O número de bailarinos varia de 8 a 15 pessoas dependendo do dia da apresentação:

Ammanda Rosa/ Carolina Pegurelli, Ana Paula Camargo, Ana Roberta Teixeira/ Poliana Souza, Beatriz Hack, Daniel Reca, Geivison Moreira, Joca Antunes, Letícia Forattini/ Ísis Soares, Luiza Yuk, Matheus Queiroz, Michelle Molina/ Larissa Guerra, Otavio Portela, Renata Peraso/ Laura Barbosa.

 

Experiência em realidade virtual

Uma experiência multimídia sensorial e perceptiva de artistas e espectadores, com a tecnologia VR (Realidade Virtual), que nos coloca no “centro do palco”, com uma visão 360 da obra. É também um filme que instiga o espectador a assisti-lo por diversas vezes, escolhendo diferentes pontos de vista da mesma coreografia. Mira é um convite a múltiplos olhares para a dança de hoje. Neste momento, até 25 pessoas a cada dia, poderão ter a experiência da realidade virtual assistindo ao filme MIRA, com 5 minutos de duração, com os óculos VR.

Duração total da atividade: 25 minutos

MAMIHLAPINATAPAI (2012)

Coreografia: Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro
Músicas: Marina de La Riva, composição de Silvio Rodrígues (Te Amaré Y Después); Rodrigo Leão (No Se Nada); e Cris Scabello (Tema final); Cartola e Grupo Planetangos (As Rosas não Falam).
Figurinos: Cláudia Schapira
Iluminação: Joyce Drummond

Duração: 20 minutos

Mamihlapinatapai trata da relação de desejo entre homem e mulher. Um olhar compartilhado por duas pessoas, cada uma desejando que a outra tome uma iniciativa para que algo aconteça, porém, nenhuma delas age. Este é significado de Mamihlapinatapai, palavra indígena originária da língua yaghan, de uma tribo da Terra do Fogo. O coreógrafo Jomar Mesquita utiliza elementos desconstruídos da dança de salão para criar a peça.

Elenco

Carolina Pegurelli, Felipe Vasques, Gabriel Fernandes, Ísis Soares/Laura Barbosa, Larissa Guerra, Luan Barcelos, Matheus Queiroz e Poliana Souza.

 

 

SOBRE A SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA

 

Direção artística | Inês Bogéa

 

Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança (SPCD) – gerida pela Associação Pró-Dança – é dirigida por Inês Bogéa. A SPCD é uma Companhia de repertório, ou seja, realiza montagens de excelência artística, que incluem trabalhos dos séculos 19, 20 e 21 de grandes peças clássicas e modernas a obras contemporâneas especialmente criadas por coreógrafos nacionais e internacionais. A difusão da dança, produção e circulação de espetáculos é o núcleo principal de seu trabalho. A SPCD apresenta espetáculos de dança no Estado de São Paulo, no Brasil e no exterior e é hoje considerada uma das mais importantes companhias de dança da América Latina pela crítica especializada, acumulando 17 prêmios no Brasil e no exterior. Desde sua criação já foi assistida por um público superior a 620 mil pessoas, passando por 67 cidades do Estado de São Paulo, 17 cidades do Brasil e 51 cidades do exterior em 16 países em mais de 800 apresentações.

Os Programas Educativos e de Formação de Plateia para a Dança, outra vertente de ação da SPCD, vem no movimento da Companhia a cada cidade por onde ela passa e encontra pessoas que apreciam e praticam a arte da dança. Nas Palestras de Dança temos a oportunidade de diálogo sobre os bastidores dessa arte, nas Oficinas de Dança, um encontro para vivenciar o cotidiano dos bailarinos da SPCD, nos Espetáculos Gratuitos Para Estudantes e Terceira Idade a proposta é de ver, ouvir e perceber o mundo da dança, e por meio do Dança em Rede, uma enciclopédia de dança online e colaborativa disponível no site da Companhia, mapeamos a dança de cada cidade por onde a SPCD passa. A Companhia também promove espaços onde interessados na arte da dança possam compartilhar experiências. Assim criou o Seminário Internacional de Dança, que visa abordar a prática da dança em diferentes perspectivas e o Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança, evento que proporciona um ambiente de arte, permitindo um estudo teórico-prático de técnicas de dança. Além destes, os programas educativos também compreendem: Projeto Meu Amigo Bailarino; Aulas Abertas; Intercâmbio com Projetos Sociais e Performances em museus e espaços públicos.

A dança tem muitas histórias, e para revelar um pouco delas a Companhia criou a série de documentários Figuras da Dança, que traz a história desta arte contada por quem a viveu. Os episódios podem vistos nos canais Arte 1, Canal Curta!, TV Cultura e Univesp TV, e no canal da SPCD no Youtube. Até 2017 foram produzidos 34 documentários. A SPCD também publicou seis livros de ensaios, além de documentários para professores e outros que registram os bastidores da sua ação. A área de memória também conta com a realização de exposições e produção de teasers e documentários sobre a trajetória da SPCD.

Inês Bogéaé Diretora da São Paulo Companhia de Dança. Doutora em Artes (Unicamp, 2007), bailarina, documentarista, escritora e professora no curso de especialização Arte na Educação: Teoria e Prática da Universidade de São Paulo (USP). De 1989 a 2001, foi bailarina do Grupo Corpo (Belo Horizonte). Foi crítica de dança da Folha de S. Paulo de 2001 a 2007. É autora dos livros infantis: O livro da dançaContos do balé e Outros Contos do balé. Organizadora dos livros Oito ou Nove Ensaios sobre o Grupo Corpo; Passado-Futuro – Textos e fotos sobre a São Paulo Companhia de dança, entre outros. Na área de arte-educação foi consultora da Escola de Teatro e Dança Fafi (2003-2004) e consultora do Programa Fábricas de Cultura da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2007-2008). É autora de mais de quarenta documentários sobre dança, entre eles Renée Gumiel, A Vida na Pele (2005), Maria Duschenes – o espaço do movimento (2006), e da série Figuras da Dança da SPCD.

 

SOBRE A PINACOTECA DE SÃO PAULO

 

A Pinacoteca de São Paulo é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade. Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo é o museu de arte mais antigo da cidade. Ela está instalada no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, projetado no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, que depois passou por uma ampla reforma com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha no final da década de 1990. O acervo original da Pinacoteca foi formado com a transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo de importantes artistas da cidade como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Antônio Parreiras e Oscar Pereira da Silva. Com o passar dos anos formou um significativo acervo, com mais de 10 mil obras.

Em 2004, a Pinacoteca incorporou o edifício do Largo General Osório que, originalmente, abrigava armazéns e escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana. O edifício foi totalmente reformado pelo arquiteto Haron Cohen, e passa a chamar-se Estação Pinacoteca, hoje Pina_Estação, para receber parte do programa de exposições temporárias. No térreo está instalado o Memorial da Resistência de São Paulo, criado na parte do edifício que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP), entre os anos 1940 e 1983. A instituição se dedica a preservar as memórias da resistência e repressão política do Brasil republicano. Estão no primeiro andar o Centro de Documentação e Memória e a Biblioteca Walter Wey, que apresenta um significativo acervo de artes visuais, com destaque para arte brasileira.

 

OUTUBRO

20 | Sábado

21 | Domingo

27 | Sábado

 

NOVEMBRO

02 | Sexta-feira

03 | Sábado

04 | Domingo

 

Local: Pinacoteca do Estado de São Paulo

Endereço: Praça da Luz, 2

Horário: 15h00

Indicação Classificativa: Livre