Novo suspende candidatura de Filipe Sabará à prefeito de SP

A Comissão de Ética do partido Novo decidiu suspender, em caráter liminar, os direito de filiação de Filipe Sabará e com isso, a candidatura do político à prefeitura de São Paulo, até que o caso seja julgado em definitivo.   

O diretório nacional do Novo enviou e-mail aos filiados na noite desta quarta-feira (23) anunciando a suspensão da candidatura de Sabará, sem explicar os motivos que levaram à decisão da Comissão de Ética. A informação diz apenas que a ação “corre em sigilo” e que Sabará terá um prazo determinado para apresentar sua defesa.

A candidatura de Filipe Sabará já tinha sido registrada no TRE.

A suspensão ocorre após o ex-presidente e fundador da sigla partidária, João Amoêdo, criticar Sabará, que disse em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, em 15 de setembro, que Paulo Maluf é o tipo de político que “rouba, mas faz”, o elegendo como o melhor prefeito que São Paulo já teve.

Após a crítica de Amoedo, Sabará pediu desculpas por ter se expressado mal e disse não ser conveniente com qualquer tipo de ato ilícito.

Sobre a suspensão de sua filiação ao Novo e consequente suspensão de sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, Sabará emitiu nota criticando uma ala do partido ligado a João Amoedo. “são infundadas[as denúncias], produzidas por aliados de João Amoedo que são de uma ala minoritária de esquerda do Novo”. Afirmou que entrará “com todos os meios jurídicos e medidas judiciais cabíveis, tanto para reverter a situação, quanto para processar os responsáveis”.

Nessa quarta-feira (23), o político também retificou a declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral de R$ 15 mil para R$ 5 milhões. A 1ª declaração de bens foi questionada por filiados do Novo. Filipe é herdeiro do Grupo Sabará, empresa que fatura anualmente mais de R$ 200 milhões.